"Povo brasileiro"...

É com carinho e temor que lhes introduzo o pensamento pré cidadão.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O Sonho Olímpico

Após um longo hiato, destinado puramente a minha dedicação a um único objetivo: consolidar minha carreira profissional, volto a escrever a este malfadado blog pois o objetivo ora citado não foi alcançado (ainda). Venho acompanhando algumas noticias de variados assuntos sobre nosso Brasil de meu Deus e é notório o quanto ainda me surpreendo com nossas mazelas, atrasos, vícios e ignorância massificada. Desperta minha curiosidade o fato de a grande maioria das pessoas ainda não preocupar-se com a corrupção que nos assola. Esta "cultura" do beneficio próprio é como um vírus que ataca todo individuo que assume um cargo de poder e gerador de dividendos, altos dividendos. O nosso costume de achar que tal "doença" é algo distante e imortal me assusta. Exemplo claro deste tema é visto com as soberbas ocorrências de superfaturamento, desvios de verbas, ingerências e falta de planejamento com as obras da Copa do Mundo e das Olimpíadas. Se para países desenvolvidos cada evento deste porte traz acelerados processos de desenvolvimento e aperfeiçoamento de suas redes turísticas, aqui a preocupação é qual o percentual o corrupto da vez conseguirá desviar para seu bolso. Antigamente havia uma preocupação em acobertar e utilizar o termo "por baixo dos panos" para a realização de falcatruas e propinas, porém houve uma mudança (não sei ao certo em que momento) mais houve um momento em que não se procura mais esconder pois não há punição, não há julgamento, não há execração, não há jubilo, não há busca pela verdade, não há devolução do bem surrupiado e principalmente não há arrependimento. É triste, porém uma verdade dizer que sui generis o ser humanos é egoísta. Fazemos um grande esforço sim para tornarmos benevolentes, mais é contra fluxo da sua capacidade. Há aqueles que buscam no auxílio ao necessitado a redenção pública e isso queridos leitores é aceitável desde que não cubra de hipocrisia tais ações. A medalha de ouro que mais desejava nestes tempos olímpicos seria a de posto mais alto da revolta entre as populações mundias. Uma nova tomada da bastilha, que neste caso seria a retomada da casa do povo, a retomada da dignidade e da honestidade dos poderes públicos. Como seria bom ver nosso país do futuro, aproveitar todas as qualidades do seu povo de forma melhor direcionada e melhor educada. O Brasil seria potência em inúmeros quesitos...incluindo o esporte...aonde ano após ano somos obrigados a ver talentos desperdiçados e a procura de patrocínio, que só recebem se voltarem com a medalha no peito e o nome gritado....é justo?

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